sexta-feira, 13 de março de 2009

Bacalhoeiro e dois tintos portugueses

Quinta passada (12/3), fui conhecer o Bacalhoeiro, novo restaurante português que se instalou no Tatuapé. Bela surpresa: um ambiente harmonioso e agradável, marcado pelos azulejos portugueses azuis e brancos e pelo jardim vertical aplicado na parede – uma “tendência” iniciada pelo Kaá em proporções magnânimas, que eu torço para emplacar em outros ambientes da cidade. O teto retrátil, quando aberto, deu espaço à luminosidade do dia ensolarado. Ingredientes bons para o início de um almoço feliz.




E foi feliz mesmo. Porque no que mais importa, a comida, a visita valeu. Comi pasteizinhos de bacalhau bem sequinhos (sem muito recheio) e um belo arroz de pato com azeitonas (R$ 40), que é muito bem servido e dá para ser dividido. As sobremesas chegam em duas bandejas trazidas pelos garçons – substituindo o famigerado carrinho. Feitas as apresentações e as escolhas, a brigada volta à cozinha e traz os doces montados na hora. Fui de fio de ovos (R$ 14) – delicioso! – que veio com gotinhas de calda de goiaba ao lado.

Passeando no fundo do salão vi que ali há uma enorme mão-na-roda para as famílias: um playground com esses brinquedos cheios de túneis, rampas e cordinhas que, de tão grande, deve entreter a molecada por tempo suficiente para que os pais desfrutem de um almoço sem pressa. De volta, parei na adega e fiz conchinha com as mãos para espiar dentro. E lá veio o sommelier Augusto Monteiro, todo pimpão, convidando a entrar. “Entre, que esse aqui é meu orgulho”.

Acho que a Hebe ia gostar da adega do Bacalhoeiro. Eles têm o Ferreirinha 91, vinho tinto luso famoso, vendido lá a R$ 2.500. O Quinta do Vale Meão da Hebe eles não têm, mas sim o “filhinho dele” – como o Augusto definiu o vinho Meandro do Vale Meão, rótulo menos nobre da mesma vinícola que produz o vinho tratado no post anterior. Augusto indicou o rótulo e fiz fé: “É complexo e encorpado. Tem mais potencial de guarda que outros do mesmo nível feitos no Douro”. E o preço, bem mais em conta (como o "papai", também da Mistral): R$ 121,67. Será que ele aguenta até os meus 80?

Outra dica do sommelier foi o Cortes de Cima, feito principalmente das castas Aragonês (51%), Syrah (45%) e Trincadeira (4%), por um produtor do Alentejo que tem atraído atenção na região por inovar o estilo dos vinhos feitos ali. Tem quem diga que seus produtos têm um quê de vinho feito no novo mundo, mantendo as raízes portuguesas. Augusto não vai tão longe na defesa: “Tem bastante fruta concentrada e retrogosto persistente. Além disso, é bem equilibrado”. Aqui ele pode ser encontrado na Adega Alentejana por R$ 88,90, que em sua página na web indica que ele seja guardado por cinco a sete anos.








Bacalhoeiro - R. Azevedo Soares, 1.580, Tatuapé. Tel.: (11) 2293-1010

Mistral - R. Rocha, 288. Tel.: (11) 3372.3400

Adega Alentejana - R. Cincinati, 12, Brooklin. Tel.: (11) 5044 5760

Foto 1: Tadeu Brunelli/divulgação

3 comentários:

Beatriz Marques disse...

Oi querida!
Obrigada pelo elogio!
E como está o lance no Basilico?
bjos
Bia

Marina Fuentes disse...

Bia, tivemos que mudar agência desenvolvedora...mas agora vamos que vamos! Quando tiver nos 45 do segundo tempo, te aviso. beijoca

Beatriz disse...

Eba!
Estou torcendo pra entrar logo no ar!
bjsss